quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Série "Você pode confiar na Bíblia?"


Olá amigos!

No mundo secularizado em que estamos, crer na Bíblia Sagrada é motivo de ridicularização e acusações de anacronismo, obscurecimento intelectual e até mesmo fanatismo.

É claro que, aos olhos menos educados, a Bíblia demonstra ser um livro logicamente absurdo e obviamente a Bíblia, "Palavra de Deus", como se pretende, acha-se na obrigação de prever isso: "Mas Deus escolheu o que para o mundo é loucura para envergonhar os sábios e esconheu o que para o mundo é fraqueza para envergonhar o que é forte" (I Coríntios 1:27).

Mas o que isso nos fala? Aos olhos humanos (se é que existe algum outro, questionando-se a priori, claro) somente que, para começarmos a entender Seus atos (e isso implica em admitir que Ele exista em forma pessoal, porque se não, nada de conversa e paramos por aqui), devemos abrir mão de nossa lógica, falha por natureza (tomando-se um referencial absoluto e perfeito, deixando-se uma possível discussão do que seria o "absoluto" e "perfeito" para uma outra ocasião).

Por outro lado, se é importante para Ele que creiamos que Ele exista e conheçamos Sua vontade, é necessário também que Ele se utilize da mesma linguagem que nós utilizamos - a lógica - para percebermos a realidade.

Chegamos, então, ao seguinte ponto nesse panorama: ou as acusações são verdadeiras, e a Bíblia não passa de um punhado de resquícios históricos de um povo e uma cultura relativamente primitiva, extinta em sua forma original e inútil para propósitos mais altos, ou as acusações são falsas e tem havido negligência e falta de conhecimento para interpretá-la ou a verdade (aí alguém vem e pergunta: "Mas o que é a verdade?"; novamente, deixemos outra ocasião, mas uma discussão séria fica em aberto) está em algum ponto intermediário entre essas duas posições.

Estando ela, até que ponto?

Pensando nisso, encontrei um livro escrito por A. Graham Maxwell, respeitado historiador, entiulado "Você pode confiar na Bíblia?", cujo título, a despeito da sinceridade de cada um, contém uma pergunta extremamente válida, e o qual pretendo postar os capítulos que abordam desde assuntos de tradução e interpretação de texto até a seleção do cânon bíblico, conforme for possível. Independentemente de se ler os capítulos na ordem ou não, é uma leitura - mesmo que não completamente técnica, pois faltam várias referências tangíveis no mundo acadêmico atual - extremamente proveitosa, tanto para quem começa hoje a se questionar seriamente sobre o assunto, quanto para quem já tem um tempo de estrada.

Aproveitem!

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